…e muito sangue frio para fazer negociações: é que os miúdos estão cada vez mais independentes dos progenitores, são capazes de sentir e emitir opiniões diferentes, criam os seus universos de vida, com linguagens próprias, fora de casa, que os pais, a maioria das vezes, desconhecem.
É bom que assim seja! – não é isso que devia ser esperado dos nossos filhos/alunos?!
O problema reside no facto novo de que os pais/professores deixaram, entretanto, de se conhecer a eles mesmos!
“Os pais estão sempre a transmitir valores, o problema é esse! Mesmo quando mostram aos filhos que eles não são prioritários nas suas vidas, pois não fazem prescindir do seu trabalho nem dos seus horários, os pais estão a educar, embora de forma negativa. Penso que o drama dos pais é estarem sempre presentes na vida dos filhos, mesmo quando estão ausentes.”
Cecília Galvão
Este é um pequeno trecho de uma entrevista que acabo de ler. Uma entrevista a três: a Paulo Oom, pediatra; Cecília Galvão, psicóloga; e Patrícia Bandeira, educadora. Saiu na revista Pública de 06 de Janeiro deste ano (é sempre bom guardar estas revista, há um artigo ou outro que nos suscitam curiosidade tardia). “Mal Educados” é o título que a jornalista deu a esta entrevista, nela se abordou muitos dos problemas e dilemas que os pais hoje enfrentam, principalmente porque se sentem inseguros no seu papel de educadores e por isso mesmo não sabem usar a autoridade essencial a que têm direito.
Não seria mais a falta de estrutura familiar, valores morais, crenças, o desejo de encurtar a infância, a falta de liberdade que as cidades induzem e acima de tudo o papel predominante da visão feminina, já que são elas que criam os filhos (em 40% dos lares ocidentais) na determinação dos pequenos ditadores com que hoje nos confrontamos? Estamos criando pequenos adultos , medrosos, sem valores, consumistas, sem Deus, sem senso de humor, politicamante corretos e essencialmente descrentes de si mesmos.
Não falta amor. Falta essencialmente ser criança.
4 comments
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Dezembro 18, 2008 às 21:16
Teresa Sá Couto
…e muito sangue frio para fazer negociações: é que os miúdos estão cada vez mais independentes dos progenitores, são capazes de sentir e emitir opiniões diferentes, criam os seus universos de vida, com linguagens próprias, fora de casa, que os pais, a maioria das vezes, desconhecem.
Dezembro 19, 2008 às 17:32
Tiago Coen
É bom que assim seja! – não é isso que devia ser esperado dos nossos filhos/alunos?!
O problema reside no facto novo de que os pais/professores deixaram, entretanto, de se conhecer a eles mesmos!
Dezembro 19, 2008 às 19:51
Lara Mafalda
“Os pais estão sempre a transmitir valores, o problema é esse! Mesmo quando mostram aos filhos que eles não são prioritários nas suas vidas, pois não fazem prescindir do seu trabalho nem dos seus horários, os pais estão a educar, embora de forma negativa. Penso que o drama dos pais é estarem sempre presentes na vida dos filhos, mesmo quando estão ausentes.”
Cecília Galvão
Este é um pequeno trecho de uma entrevista que acabo de ler. Uma entrevista a três: a Paulo Oom, pediatra; Cecília Galvão, psicóloga; e Patrícia Bandeira, educadora. Saiu na revista Pública de 06 de Janeiro deste ano (é sempre bom guardar estas revista, há um artigo ou outro que nos suscitam curiosidade tardia). “Mal Educados” é o título que a jornalista deu a esta entrevista, nela se abordou muitos dos problemas e dilemas que os pais hoje enfrentam, principalmente porque se sentem inseguros no seu papel de educadores e por isso mesmo não sabem usar a autoridade essencial a que têm direito.
Ver texto completo em Lara Mafalda
Dezembro 27, 2008 às 22:57
Ada
Não seria mais a falta de estrutura familiar, valores morais, crenças, o desejo de encurtar a infância, a falta de liberdade que as cidades induzem e acima de tudo o papel predominante da visão feminina, já que são elas que criam os filhos (em 40% dos lares ocidentais) na determinação dos pequenos ditadores com que hoje nos confrontamos? Estamos criando pequenos adultos , medrosos, sem valores, consumistas, sem Deus, sem senso de humor, politicamante corretos e essencialmente descrentes de si mesmos.
Não falta amor. Falta essencialmente ser criança.