Nunca nos devemos envolver intimamente com alguém que não possamos apresentar, sem constrangimentos, aos nossos melhores amigos.
Sob o Sol e a Lua, Mar adentro
Nunca nos devemos envolver intimamente com alguém que não possamos apresentar, sem constrangimentos, aos nossos melhores amigos.
15 comments
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Janeiro 14, 2009 às 15:40
Teresa Sá Couto
Mas então se há constrangimento, não há envolvimento; apenas um nó cego que urge desatar.
Janeiro 14, 2009 às 17:34
tecas
e isto é possivel?
se sim, porque?
Janeiro 14, 2009 às 22:58
Tiago Coen
Cara Teresa, cada um saberá dos envolvimentos que estabelece. Se o nó é cego ou visionário, isso depende do olhar de cada um!
E não faltam os que preferem viver atados e constrangidos a vida inteira!…
Janeiro 15, 2009 às 00:00
Tiago Coen
Cara Tecas, no nosso mundo tudo é possível – o impossível acaba de acontecer!
Não sei é a que é que se está a referir!…
Janeiro 15, 2009 às 00:32
mirian
ou sentar à mesa no natal com os nossos filhos
Janeiro 15, 2009 às 01:52
Ada
Acredito que a palavra constrangimento foi usada de forma errada nesta reflexão. Constranger significa obrigar alguém a fazer alguma coisa ou tolher seus movimentos para que deixe de fazer. Neste caso, os melhores amigos tentarão de todas as formas livrar a vítima do constrangimento. No sentido da frase, a palavra correta seria vergonha.
Se o motivo do envergonhamento for do sexo feminino poderemos especular as seguintes situações:
1- Ela é feia.
2- Ela é burra e feia.
3- Ela é feia e inteligente.
4- Ela é feia e rica.
5- Ela é bonita e burra.
6- Ela é bonita e pobre.
Nas situações 5 e 6 não é preciso ter vergonha. Os melhores amigos terão inveja (se forem homens), se forem mulheres, poderá se dizer que
a livraste de uma vida de penúria ou ainda que ela tem um grande coração.
Nas hipóteses 1 e 2 ela é uma grande cozinheira, dona de casa exemplar, cuida de você como uma mãe.
Hipótese 3, além de cozinheira, mãe, anjo da guarda, é uma profissional impecável.
Hipótese 4, os amigos homens morrem de inveja e as mulheres também, pela casa maravilhosa, roupas de grife e a boa vida.
Se o motivo do envergonhamento for do sexo masculino, a reflexão não tem sentido. Mulher não tem vergonha de homem nenhum.
Conclusão: Nada que o senso de humor não redima. Ninguém é exemplo de vida.
Janeiro 16, 2009 às 03:43
Tiago Coen
Cara Ada, temos de uniformizar a consulta dos nossos dicionários!
“Constrangimento”, segundo os três dicionários que disponho, também quer dizer: “embaraço”, “incómodo”, “mal-estar”.
Mas apreciei a simplicidade caricatural do seu humor!
Janeiro 16, 2009 às 15:07
Teresa Sá Couto
Concordo, Tiago, com o seu comentário, também ao meu anterior comentário. Efectivamente a responsabilidade do “constrangimento” tem de ser partilhada. Aliás, proponho-lhe o seguinte exercício: atente na fisionomia da sua mão quando, acusadora, se dirige a alguém: tem o dedo indicador bem apontado para o alvo, mas tem também 3 dedos que apontam para si.
Janeiro 17, 2009 às 02:46
Ada
As palavras podem ser tomadas em sentidos imprecisos. A precisão na escolha vai definir o que queremos que o leitor entenda. Neste caso a interpretação fica dúbia. Constrangimento no sentido de embaraço é inexata.
Na sua origem latina sempre significou impedimento de movimentos. Existe inclusive a figura jurídica do constrangimento.
Quanto à apreciação, fiquei na dúvida, é uma caricatura ingênua ou uma caricatura natural e elegante?
Eu uso o Aurélio. Também pretendo continuar a usar o trema, abolido na única língua do mundo que é reformada através de Lei.
Janeiro 21, 2009 às 16:21
Tiago Coen
Cara Teresa Sá Couto,
Não tenho por hábito apontar o dedo às pessoas – a apontar alguma coisa, seria uma arma de fogo, e para a disparar de pronto! Com a certeza prevenida de que, ao invés do que acontece com os seus três dedos, não me saísse o tiro pela culatra!
Quanto à partilha do constrangimento, do embaraço, ou da vergonha, não me percebeu. Eu penso que, ao contrário, não só são da nossa inteira responsabilidade, como não temos o direito de os partilhar com os outros!
Janeiro 21, 2009 às 16:56
Tiago Coen
Cara Ada,
Aqui segue o capítulo #357 das nossas discordâncias!
A frase que serve de mote para esta discussão parece-me perfeitamente clara!
Tanto na formulação como na intenção.
Não vejo onde se possam desencadear quaisquer dúvidas na preposição enunciada.
Mesmo no sentido que diz, rebuscadamente, ler ali, a questão essencial sobrevive, incólume.
Quanto ao uso dos Dicionários da Aurélio, Houaiss, Porto Editora, Academia das Ciências de Lisboa, ou outro, o melhor, mesmo, é ter sempre à mão dois deles, no mínimo, e um de cada lado do Atlântico! Não que os preciosismos me impeçam de dormir, mas é sempre bom saber que estamos a ser entendidos, sem equívocos, por quem nos lê, seja lá onde for (a palavra não devia ter circunflexo?!…)!
TC
P.S.: A apreciação era aceitosa. Gosto do seu humor, mesmo quando azedo!
Cinismos é que dispenso, sempre!
Janeiro 21, 2009 às 20:56
Teresa Sá Couto
A imagem da mão era uma Figura de Estilo, Tiago, sobre a assunção da responsabilidade humana. Já que fez questão de me individualizar naquela figura, tento estar atenta aos meus dedos…tento. Pena que você dispare como quem quer eliminar todos. Mas como diz noutro post, «Quem não sabe onde pôr os pés, dificilmente saberá onde pôr as mãos!».
Janeiro 22, 2009 às 02:47
Tiago Coen
Cara Teresa Sá Couto,
Começo a ter que concordar, pela primeira vez (!), com a nossa amiga Ada, quando ela diz que “As palavras podem ser tomadas em sentidos imprecisos.”!…
Entendi perfeitamente que a (sua) imagem da mão era uma Figura de Estilo! Foi nesse sentido que me referi aos “seus três dedos” – não eram os seus, em particular, como me parece óbvio!
E pode ficar descansada quanto aos meus disparos – são muito raros e só têm como alvo quem me barra o caminho! Mas pode ter a certeza de que disparo sempre com os pés bem assentes no solo!
Julho 19, 2009 às 22:07
APPL
Decidi hoje ler também os comentários.
Decididamente, gosto da sua escrita, gosto do humor, gosto da capacidade de resposta e do estilo.
Pena, apenas, que seja tão esporádico a introdução de novos aforismos.
Quando teremos um livro?
Bj
Julho 20, 2009 às 04:10
Tiago Coen
Cara Ana,
Muito obrigado pelas suas simpáticas palavras, que vindo de quem vêm, vou tomá-las, imodestamente, como um elogio.
Quanto aos livros… para quê a pressa?!… Cada qual tomará o seu rumo no tempo certo.