A manifestação do gosto das massas será sempre uma manifestação de ausência de gosto.
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4 comentários
Comentários feed para este artigo
Novembro 17, 2011 às 04:12
Ana Barquina
Nem podia ser de outra forma, é condição inerente ao ‘colectivo’ – a amálgama de coisas diferentes é coisa nenhuma!
Novembro 28, 2011 às 01:01
Dalila d' Alte Rodrigues
O gosto cultiva-se, de acordo com a sensibilidade estética de cada um. Por isso, devemos respeitar as diferenças de opinião e de gosto, baseando-se nisso a nossa capacidade de diálogo e de confronto de ideias. Quanto mais divergentes, mais criativos. Quanto mais convergentes, mais conformistas. É no conformismo que se afirma o senso comum, que, em regra, não questiona conceitos nem revela grande capacidade de inovação. A massificação da moda leva o senso comum a aceitar tudo sem discussão. É assim que impera a lei do mercado, que não visa senão o lucro fácil e imediato. De facto, são poucos aqueles que são capazes de pensar e sentir por conta própria, assumindo as suas próprias ideias e sensibilidade estética da vida. Nesta perspectiva, os artistas e os poetas são os mais intransigentes e, nos melhores casos, os mais originais e, por isso mesmo, exemplos de idoneidade cultural e artística, que não podemos deixar de admirar, numa perspectiva pedagógica e histórica. O gosto de cada um vê-se no modo como se veste, na escolha dos objectos utilitários, decorativos e lúdicos e na forma como se organiza o espaço habitável, a casa e o ambiente onde se vive. Estes, são aspectos fundamentais, que contribuem para o bem estarar e a felcidade humana. Considerando que o gosto evolui, o que antigamente era “piroso”, kitsch” ou de mau gosto, como por exemplo a Arte Nova no início do séc. XX, um “Novo Estillo”, que abrangia a arquitectura, escultura, mobiliário, vestuário, joalharia, pintura e artes gráficas, é hoje considerado de requintado bom gosto. A questão está em saber distinguir o que é mau gosto e o que é bom gosto. O bom gosto persiste, fascina e é profundo. O mau gosto não persiste, chateia, é banal e efémero. Um exemplo muito actual de mau gosto, que circula pela Internet, é, entre outros, a casa palacial do Presidente da República de Angola: tanta ostentação de “riqueza” para tantanta “piroseira”!
Fevereiro 4, 2012 às 20:25
Maria Luís
Gosto? Não é construído com a experiência do individuo? Então a grande percentagem das massas têm experiências de vida que levam à piroseira? Já agora definam lá o mau gosto
Fevereiro 19, 2012 às 16:00
Tiago Coen
Maria, embora não possa concordar com as tuas afirmações interrogativas, quase que o podia fazer, validando com elas o post inicial. Mas o melhor é remeter-te para os dois comentários anteriores, da Ana Barquina e da Dalila d’ Alte Rodrigues – duas pessoas que sabem bem do que falam –, com os quais concordo em absoluto.